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Storages corporativos: Conheça as marcas e modelos

Storages corporativos: Conheça as marcas e modelos

Índice:

O volume crescente com dados pressiona as infraestruturas de TI. Muitas empresas enfrentam lentidão e riscos com segurança por usarem sistemas de armazenamento ultrapassados.

Essa expansão sobrecarrega servidores e redes. A consequência direta é a perda de produtividade e a exposição a falhas que podem paralisar as operações por horas ou dias.

Assim, a escolha correta por um sistema de armazenamento centralizado se torna um pilar para a continuidade dos negócios. A decisão impacta diretamente o desempenho e a segurança.

Quais são os principais storages corporativos?

Um storage corporativo centraliza, protege e gerencia dados em uma empresa. As principais marcas incluem Dell EMC, HPE e NetApp para grandes ambientes, enquanto QNAP e Synology atendem bem pequenas e médias empresas com soluções versáteis e com bom custo-benefício.

Esses equipamentos se dividem em algumas categorias. Os sistemas NAS (Network Attached Storage) são focados no compartilhamento de arquivos em rede e são muito fáceis de implementar. Já as soluções SAN (Storage Area Network) entregam armazenamento em bloco com alto desempenho para bancos de dados e máquinas virtuais. Por fim, o DAS (Direct Attached Storage) se conecta diretamente a um único servidor.

A escolha entre os modelos depende da aplicação. Um escritório de contabilidade talvez precise apenas de um NAS para seus documentos. Por outro lado, um ambiente com dezenas de máquinas virtuais necessita da performance de uma SAN. Cada cenário exige uma análise cuidadosa sobre a demanda.

Soluções para pequenas e médias empresas

Pequenas e médias empresas frequentemente buscam soluções com bom equilíbrio entre custo, funcionalidade e facilidade de uso. Nesse nicho, fabricantes como QNAP e Synology se destacam bastante. Seus equipamentos oferecem uma interface gráfica intuitiva que simplifica muito a configuração e o gerenciamento diário.

Esses storages NAS são verdadeiros canivetes suíços. Além de centralizar arquivos, eles também executam rotinas de backup, hospedam máquinas virtuais leves, criam nuvens privadas e até gerenciam câmeras de vigilância. Essa versatilidade elimina a necessidade de comprar vários servidores para diferentes tarefas.

Por exemplo, um QNAP TVS-h874 com processador Intel Core i9 e suporte para SSDs NVMe entrega um desempenho surpreendente. Ele consegue atender a dezenas de usuários simultaneamente, executar backups complexos e ainda servir como um repositório seguro contra ransomware com seus recursos de snapshots imutáveis.

O domínio dos grandes fabricantes no mercado

Quando a demanda envolve alta performance, escalabilidade massiva e suporte 24x7, os grandes fabricantes como Dell EMC, HPE e NetApp dominam o cenário. Suas soluções são projetadas para datacenters e aplicações críticas que não admitem qualquer tempo de inatividade. O custo inicial é maior, mas o investimento se justifica pela confiabilidade.

A linha PowerStore da Dell EMC, por exemplo, combina armazenamento unificado (bloco e arquivo) com uma arquitetura otimizada para NVMe. Isso resulta em latências muito baixas para bancos de dados e ambientes de virtualização. Da mesma forma, a HPE com sua plataforma Alletra usa inteligência artificial para prever e prevenir problemas antes que eles afetem a produção.

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NetApp, por sua vez, é uma referência com seu sistema operacional ONTAP. Ele oferece uma gestão de dados híbrida que se estende da infraestrutura local para as principais nuvens públicas como AWS e Azure. Essa integração facilita a criação de estratégias de disaster recovery e a movimentação de cargas de trabalho sem grandes dificuldades.

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A revolução com os sistemas All-Flash

A transição dos discos rígidos (HDDs) para as memórias flash (SSDs) mudou completamente o paradigma do armazenamento. Os sistemas All-Flash, que usam exclusivamente SSDs, entregam um salto de performance que chega a ser centenas de vezes superior aos sistemas baseados em disco. Essa velocidade transforma a experiência do usuário em aplicações sensíveis à latência.

Fabricantes como a Pure Storage nasceram nesse novo cenário e se especializaram em arquiteturas 100% flash. Seus equipamentos são conhecidos pela simplicidade e pelo desempenho consistente. No entanto, os grandes players também adaptaram suas linhas. Hoje, quase todos os modelos da Dell, HPE e NetApp possuem versões All-Flash ou híbridas.

O uso de protocolos como o NVMe (Non-Volatile Memory Express) acelera ainda mais o acesso aos dados. Ele foi projetado especificamente para memórias flash e elimina os gargalos dos protocolos antigos como o SAS e o SATA. Como resultado, as empresas conseguem analisar grandes volumes de dados em tempo real e acelerar seus processos de negócio.

Flexibilidade com o armazenamento definido por software

O armazenamento definido por software (SDS) representa uma abordagem mais flexível para a infraestrutura. Em vez de depender de um hardware específico, o SDS desacopla a inteligência do armazenamento e a transforma em um software que pode rodar em servidores comuns. Isso evita o aprisionamento tecnológico a um único fornecedor.

Soluções como o VMware vSAN e o Microsoft Storage Spaces Direct são exemplos populares. Eles permitem que os administradores de sistemas construam um cluster de armazenamento usando os discos locais dos próprios servidores. Essa arquitetura, conhecida como hiperconvergência, simplifica o gerenciamento e escala de forma linear.

Ainda assim, essa abordagem tem seus próprios desafios. A compatibilidade do hardware precisa ser rigorosamente verificada e o desempenho pode variar dependendo da configuração da rede e dos servidores utilizados. Para muitas empresas, um appliance de armazenamento dedicado ainda oferece uma previsibilidade e um suporte mais consolidados.

Como avaliar o desempenho em um storage?

Avaliar o desempenho de um storage envolve analisar três métricas principais. A primeira é o IOPS (operações de entrada e saída por segundo), que mede quantas operações de leitura ou escrita o sistema suporta. Aplicações como bancos de dados transacionais exigem um IOPS muito alto.

A segunda métrica é o throughput ou taxa de transferência, geralmente medida em megabytes ou gigabytes por segundo. Ela é importante para cargas de trabalho que movimentam grandes arquivos, como edição de vídeo ou backups de grande volume. Um bom throughput garante que essas tarefas terminem em um tempo razoável.

Por fim, a latência mede o tempo de resposta para cada operação. Ela é talvez a métrica mais perceptível para o usuário final. Baixas latências resultam em aplicações que respondem instantaneamente. Em sistemas All-Flash com NVMe, a latência frequentemente fica abaixo de um milissegundo, o que era impensável com discos rígidos.

Proteção contra falhas e ataques cibernéticos

Um bom storage corporativo vai muito além do armazenamento. Ele é a principal linha de defesa para os dados da empresa. Recursos como RAID (Redundant Array of Independent Disks) protegem contra a falha física de um ou mais discos, garantindo que o sistema continue operando sem perda de dados.

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Outra ferramenta fundamental são os snapshots. Eles criam cópias pontuais do estado dos dados que podem ser restauradas em segundos. Em caso de um ataque de ransomware que criptografa os arquivos, os snapshots permitem reverter o sistema para um ponto anterior ao ataque, minimizando o impacto. Soluções da QNAP e Synology oferecem essa funcionalidade de forma muito acessível.

Para uma proteção ainda maior, a replicação de dados para um segundo equipamento em outra localidade é essencial. Isso cria uma estratégia de recuperação de desastres. Se o datacenter principal for comprometido por um incêndio ou inundação, a operação pode ser retomada a partir do site secundário com perda mínima de dados.

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A importância da conectividade na infraestrutura

A forma como o storage se conecta ao restante da infraestrutura define seu desempenho e sua aplicação. Em ambientes SAN, o Fibre Channel (FC) ainda é muito popular por sua alta confiabilidade e baixa latência. No entanto, ele exige uma rede dedicada e hardware específico, como HBAs e switches FC, o que aumenta o custo.

O iSCSI surge como uma alternativa mais barata, pois transporta comandos de armazenamento em bloco sobre redes Ethernet padrão. Com o avanço das redes para 10GbE, 25GbE e até mais, o iSCSI se tornou uma opção viável para muitas aplicações de alta performance. A configuração é geralmente mais simples que a do Fibre Channel.

Para o compartilhamento de arquivos em NAS, os protocolos NFS (para sistemas Linux/Unix) e SMB (para Windows) são os padrões. Eles operam sobre redes Ethernet e são a base para a maioria dos servidores de arquivos. A escolha correta do protocolo e a configuração adequada da rede são fundamentais para evitar gargalos.

Analisando o custo total para aquisição e posse

O preço de compra de um storage é apenas uma parte da equação. O Custo Total de Propriedade (TCO) oferece uma visão muito mais completa. Ele inclui não apenas o valor do hardware, mas também os custos com energia, refrigeração, espaço no datacenter, licenças de software e contratos de manutenção e suporte.

Um equipamento mais barato na aquisição pode se tornar caro ao longo do tempo se consumir muita energia ou exigir um gerenciamento complexo que demande muitas horas de um especialista. Por outro lado, um sistema mais caro com alta eficiência energética e recursos de automação pode reduzir os custos operacionais.

Além disso, é preciso considerar o custo da indisponibilidade. Quanto custa para a empresa ficar uma hora parada? Um storage com alta disponibilidade e recuperação rápida de desastres tem um valor intrínseco que vai além do seu preço. Essa análise ajuda a justificar o investimento em uma solução mais robusta.

Escolhendo o equipamento certo para sua demanda

Não existe uma única resposta para qual é o melhor storage corporativo. A escolha ideal depende de uma análise detalhada sobre as necessidades específicas de cada empresa. O primeiro passo é entender a carga de trabalho. É um banco de dados, um servidor de arquivos, um ambiente de virtualização ou um repositório de backup?

Em seguida, é preciso quantificar a demanda por performance e capacidade. Qual o IOPS necessário? Qual a taxa de transferência esperada? Qual o volume de dados atual e a projeção de crescimento para os próximos três a cinco anos? Essas perguntas ajudam a dimensionar o sistema corretamente, evitando gastos desnecessários ou gargalos futuros.

Por fim, os requisitos de proteção e disponibilidade devem ser definidos. Qual o tempo de recuperação aceitável após uma falha? É necessária a replicação para outro local? Portanto, uma análise criteriosa sobre esses pontos direciona para a aquisição mais inteligente e segura, garantindo que o storage seja um ativo estratégico e não uma fonte de problemas.

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Celso Ricardo Andrade

Celso Ricardo Andrade

Especialista em storages
"Sou especialista em storages e ajudo a projetar ambientes de armazenamento centralizados, seguros e de fácil gestão. Atuo como arquiteto de soluções, implemento NAS, DAS e redes SAN, além de ser redator senior que entrega soluções práticas para o armazenamento de dados, sempre com um conteúdo claro e aplicável para resultados reais."

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