Índice:
- Quais são os erros comuns ao comprar um storage empresarial?
- Ignorar o dimensionamento correto da capacidade e do desempenho
- Subestimar a importância da infraestrutura com a rede
- Confundir armazenamento com uma estratégia para backup
- Escolher um sistema sem um plano claro para expansão
- Desconsiderar os recursos nativos do sistema operacional
- Selecionar os discos errados para cada carga de trabalho
- Negligenciar o suporte técnico e a garantia do equipamento
- Como uma avaliação criteriosa transforma o investimento em storage?
A aquisição para um novo storage empresarial é um investimento significativo. Muitas empresas, no entanto, tomam essa decisão com base em critérios incompletos ou equivocados.
Um erro comum resulta em sistemas lentos, com capacidade insuficiente ou sem os recursos necessários para proteger os dados. Esses problemas afetam diretamente a produtividade e a continuidade dos negócios.
Assim, conhecer as falhas mais frequentes nesse processo é o primeiro passo para uma escolha acertada, que atenda as demandas atuais e futuras com segurança.
Quais são os erros comuns ao comprar um storage empresarial?
Os erros mais comuns ao comprar um storage empresarial incluem o dimensionamento incorreto, o foco exclusivo na capacidade em terabytes e a falta de um plano para crescimento futuro. Uma falha frequente é adquirir uma solução sem avaliar o desempenho necessário para as aplicações, como IOPS e latência. Além disso, muitas organizações subestimam a importância do suporte técnico e da compatibilidade com a infraestrutura existente.
Um sistema de armazenamento precisa responder às cargas de trabalho específicas. Por exemplo, bancos de dados exigem baixa latência e um alto número de IOPS, enquanto um repositório para arquivos grandes prioriza a taxa de transferência sequencial. A escolha sem essa análise quase sempre gera gargalos. Por isso, a performance é tão importante quanto o espaço bruto disponível.
Outro ponto frequentemente negligenciado é a escalabilidade. O volume de dados cresce continuamente. Um equipamento que não permite expansão simples, seja com mais discos ou por meio da conexão com outras unidades, se torna um problema em pouco tempo. O planejamento para o futuro evita a substituição prematura do hardware e protege o investimento inicial.
Ignorar o dimensionamento correto da capacidade e do desempenho
Um dos equívocos primários é olhar apenas para o custo por terabyte. Muitas equipes compram um sistema com grande capacidade, mas com discos lentos ou uma controladora fraca. O resultado é um storage que armazena muitos dados, mas os entrega com lentidão para os usuários e aplicações.
A análise correta envolve entender o perfil do uso. Quantos usuários acessarão os dados simultaneamente? Quais aplicações são mais críticas? Um ambiente com virtualização, por exemplo, gera um padrão com muitas leituras e escritas aleatórias. Essa carga de trabalho exige discos mais rápidos, como SSDs SAS ou NVMe, em vez de HDDs SATA.
Portanto, o dimensionamento ideal equilibra três pilares: a capacidade em terabytes para o armazenamento atual e futuro, o desempenho em IOPS e throughput para as aplicações e a latência aceitável para o negócio. Ignorar qualquer um desses fatores compromete o projeto inteiro.
Subestimar a importância da infraestrutura com a rede
Você pode ter o storage mais rápido do mercado, mas ele será inútil se a rede não acompanhar. Um erro bastante comum é investir em um sistema all-flash e conectá-lo a uma rede antiga com 1GbE. Essa conexão se torna um grande gargalo e todo o potencial do equipamento é desperdiçado.
Uma infraestrutura moderna para armazenamento exige uma rede compatível. Conexões com 10GbE são o ponto de partida para a maioria dos cenários empresariais. Ambientes que demandam mais performance, como edição de vídeo 4K ou bancos de dados de alta transação, já se beneficiam com redes de 25GbE, 40GbE ou até mais.
Além da velocidade, a configuração da rede também importa. O uso de VLANs para isolar o tráfego de armazenamento, a agregação de links para aumentar a largura de banda e a redundância nos switches são práticas que garantem estabilidade e desempenho. A rede não é um acessório, ela é parte fundamental da solução.
Confundir armazenamento com uma estratégia para backup
RAID não é backup. Essa é uma máxima no mundo da TI, mas ainda é uma fonte de confusão para muitos. Um arranjo RAID protege contra a falha física de um ou mais discos, mas não oferece qualquer proteção contra falhas humanas, ataques de ransomware ou corrupção de arquivos.
Se um usuário apaga acidentalmente uma pasta importante, o RAID replica essa exclusão instantaneamente em todos os discos. Se um ransomware criptografa seus arquivos, o storage apenas armazena os dados agora inúteis. Por isso, uma estratégia de backup é indispensável e deve operar de forma independente.
A boa prática é seguir a regra 3-2-1. Tenha três cópias dos seus dados, em duas mídias diferentes, com uma cópia mantida fora do local principal. Um NAS pode ser o repositório primário para o backup, mas ele próprio precisa ter suas informações replicadas para outro dispositivo ou para a nuvem.
Escolher um sistema sem um plano claro para expansão
O volume de dados corporativos dobra, em média, a cada dois anos. Comprar um storage que atende apenas a necessidade imediata é um erro estratégico. Quando a capacidade se esgota, a única opção é adquirir um sistema totalmente novo, o que implica em um processo de migração complexo e caro.
Existem duas formas principais para escalar um storage: scale-up e scale-out. O scale-up envolve adicionar mais discos, memória ou processadores ao sistema existente. Já o scale-out consiste em adicionar novos equipamentos (nós) ao cluster, distribuindo a carga e a capacidade entre eles. A escolha depende da arquitetura do produto.
Ao avaliar um storage, pergunte sobre suas opções para expansão. Ele suporta unidades de expansão (JBODs)? Quão transparente é o processo para adicionar um novo nó? Um bom sistema cresce junto com a sua empresa, sem causar interrupções ou exigir grandes reinvestimentos.
Desconsiderar os recursos nativos do sistema operacional
Dois storages com a mesma capacidade em hardware podem entregar resultados muito diferentes por causa do software. O sistema operacional do equipamento é o cérebro por trás da operação e seus recursos nativos agregam valor e segurança. Ignorá-los é como comprar um carro potente sem ar-condicionado ou freios ABS.
Recursos como snapshots, por exemplo, são essenciais. Eles criam imagens instantâneas dos dados em um ponto no tempo e permitem a recuperação rápida de arquivos ou pastas sem a necessidade de restaurar um backup completo. Isso é uma salvação contra exclusões acidentais ou ataques de ransomware.
Outras funcionalidades importantes incluem a replicação de dados para outro storage, que facilita a criação de um plano de recuperação de desastres, e a deduplicação, que economiza espaço ao eliminar blocos de dados repetidos. Avaliar o software é tão importante quanto analisar o hardware.
Selecionar os discos errados para cada carga de trabalho
A escolha dos discos tem um impacto direto no desempenho e no custo do storage. Não existe um tipo de disco que seja perfeito para todas as situações. O erro está em não alinhar a mídia com a aplicação que ela vai suportar.
HDDs SATA de alta capacidade são ótimos para arquivamento de dados e backups, onde o custo por gigabyte é mais importante que a velocidade. Discos SAS, por outro lado, oferecem maior confiabilidade e desempenho, sendo adequados para servidores de arquivos e aplicações gerais. Já os SSDs, especialmente os com padrão NVMe, são imbatíveis em latência e IOPS, ideais para bancos de dados e ambientes de virtualização intensos.
Muitos sistemas modernos suportam o tiering automático, que move os dados entre diferentes tipos de disco com base na frequência de uso. Dados "quentes" (acessados frequentemente) ficam em SSDs, enquanto dados "frios" migram para HDDs mais lentos. Essa abordagem otimiza o desempenho e o custo.
Negligenciar o suporte técnico e a garantia do equipamento
Um storage empresarial armazena os ativos mais valiosos de uma companhia: seus dados. Quando um problema acontece, o tempo de resposta do fabricante é fundamental. Comprar um equipamento sem um contrato de suporte adequado é uma aposta de alto risco.
Verifique o nível de serviço (SLA) oferecido. O suporte padrão geralmente cobre a troca de peças em alguns dias úteis (Next Business Day). Para ambientes críticos, um suporte com atendimento em 4 horas ou 24x7 é mais apropriado. Esse detalhe pode determinar se uma falha causa uma pequena interrupção ou um desastre para o negócio.
Além do tempo de resposta, avalie a qualidade do suporte. A equipe técnica tem conhecimento para resolver problemas complexos? O suporte é local ou em outro país? Em nossa experiência, um bom suporte técnico justifica um investimento maior no momento da compra, pois ele garante tranquilidade durante todo o ciclo de vida do produto.
Como uma avaliação criteriosa transforma o investimento em storage?
Evitar esses erros comuns transforma a compra de um storage de uma simples despesa em um investimento estratégico. Uma avaliação completa, que vai além do preço e da capacidade, garante que a solução escolhida realmente resolva os problemas do negócio.
Esse processo envolve a colaboração entre a equipe de TI e os gestores das áreas de negócio para entender as reais necessidades. A análise deve cobrir o desempenho, a capacidade, a escalabilidade, a proteção dos dados e o custo total de propriedade, incluindo manutenção e energia.
Ao dedicar tempo para um planejamento cuidadoso, a empresa adquire não apenas uma caixa para guardar arquivos, mas uma plataforma de dados confiável. Um storage bem dimensionado e configurado é a base para a disponibilidade da informação, a segurança e a eficiência operacional.
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