Por quanto tempo um SOC precisa manter eventos de segurança

Por quanto tempo um SOC precisa manter eventos de segurança

Índice:

Um Centro de Operações de Segurança (SOC) analisa milhares de eventos por minuto para detectar atividades suspeitas. Esse volume de dados gera uma dúvida comum entre gestores e analistas sobre o destino correto de tantos registros.

Descartar logs antes da hora apaga o rastro de invasores que agiram meses atrás. Guardar tudo para sempre gera custos de armazenamento difíceis de suportar.

Definir o período ideal para reter eventos de segurança exige equilíbrio entre capacidade técnica, exigências legais e investigações futuras. Uma política bem estruturada protege o negócio de forma eficiente.

Por quanto tempo um SOC deve manter eventos de segurança?

O tempo ideal para reter esses registros varia conforme as necessidades de investigação, os requisitos de conformidade e a capacidade de armazenamento. Geralmente os logs ficam disponíveis para análise ativa por 90 dias. A retenção para auditoria pode chegar a um ano ou mais.

Os analistas precisam de acesso rápido aos dados para investigações imediatas e busca ativa por ameaças. Um período entre 30 e 90 dias em armazenamento rápido costuma ser suficiente.

Para análises forenses de incidentes complexos ou para atender a regulamentações esse prazo se estende. Setores como o financeiro exigem a guarda por vários anos.

Cada organização precisa avaliar os próprios riscos e obrigações para definir uma política de retenção. O documento deve detalhar quais tipos de logs serão guardados, onde ficarão armazenados e por quanto tempo.

A diferença entre retenção para análise e para conformidade

A retenção para análise permite detectar e responder a incidentes rapidamente. Esses logs devem ficar em sistemas de alto desempenho como um SIEM para que as consultas ocorram sem atrasos. Essa categoria inclui dados de firewalls, endpoints e servidores por até 180 dias.

A retenção para conformidade atende a leis e regulamentos específicos. Esses logs raramente recebem acessos mas devem continuar disponíveis para auditorias ou investigações judiciais. Eles podem ser movidos para um armazenamento mais lento e barato conhecido como cold storage.

O foco dessa camada não é a velocidade de busca mas a integridade dos dados e o baixo custo por terabyte.

Essa distinção reduz custos operacionais. Manter todos os logs em sistemas de alta performance por anos inviabiliza o orçamento da maioria das empresas. A divisão dos dados permite gerenciar os recursos de forma inteligente.

Regulamentações que impactam o tempo de guarda

Normas legais e setoriais determinam o tempo de guarda dos registros de segurança. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige que os registros de acesso a aplicações sejam mantidos por no mínimo seis meses. Essa regra afeta diretamente o planejamento das empresas brasileiras.

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Empresas que processam cartões de crédito devem seguir o padrão PCI DSS. Ele determina a retenção de logs de auditoria por pelo menos um ano com três meses imediatamente disponíveis para análise.

No setor financeiro as normas do Banco Central exigem prazos ainda maiores que chegam a dez anos para transações específicas.

Descumprir essas obrigações resulta em multas pesadas e danos à reputação. A equipe jurídica ou um especialista em conformidade deve participar da definição dos prazos de retenção.

O risco em descartar logs prematuramente

O descarte precoce de logs elimina a visibilidade sobre ataques de longa duração. Invasores que utilizam ameaças persistentes avançadas (APT) costumam permanecer inativos na rede por meses antes de agir. Eles exploram vulnerabilidades de forma lenta para evitar suspeitas.

Se um invasor obtém acesso a um servidor em janeiro mas só desvia dados em julho a empresa que apaga os logs em 90 dias nunca descobrirá a origem da invasão. A investigação ficará incompleta e a mesma vulnerabilidade poderá ser explorada novamente.

A ausência de logs também dificulta avaliar a extensão dos danos. Sem registros detalhados fica impossível saber quais dados foram acessados ou alterados. Isso complica a resposta ao incidente e a comunicação com clientes e autoridades.

Como o volume de dados afeta a sua decisão

Um SOC moderno gera um volume imenso de logs diariamente. Uma rede com poucas centenas de dispositivos produz gigabytes de dados em 24 horas. Ao longo de um ano esse volume alcança a casa dos terabytes e torna o armazenamento um desafio financeiro.

O custo para manter terabytes de logs em sistemas de alto desempenho é proibitivo para a maioria das empresas. Essa realidade força as equipes a escolherem o que manter e o que descartar. Sem planejamento os custos de armazenamento consomem grande parte do orçamento de segurança.

Filtrar os eventos na origem reduz o desperdício de espaço pois nem todo log gerado tem valor para a segurança. Coletar apenas dados relevantes diminui o volume total e simplifica o gerenciamento do armazenamento.

Estratégias para otimizar o armazenamento de logs

A compressão de logs é uma das estratégias mais eficazes para otimizar o espaço pois reduz o volume armazenado em até 90%. Muitos sistemas de gerenciamento de logs aplicam essa técnica de forma automática.

O armazenamento em camadas (tiering) organiza os logs conforme a relevância. Os registros recentes e importantes ficam em mídias rápidas como SSDs (hot storage). Quando envelhecem e perdem relevância para as análises diárias eles são movidos para discos rígidos mais baratos (cold storage).

A deduplicação também economiza espaço em ambientes com muitos eventos repetidos. A combinação dessas estratégias viabiliza a retenção de dados a longo prazo sem estourar o orçamento.

O papel do armazenamento centralizado na política de retenção

Manter logs espalhados por servidores diferentes dificulta a segurança. Centralizar os dados em um único repositório simplifica o gerenciamento, a correlação de eventos e a aplicação das políticas de retenção. Um servidor de armazenamento em rede (NAS) atende muito bem a essa necessidade.

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Com um storage central a equipe de segurança conta com um ponto único de busca durante as investigações. Isso acelera a resposta a incidentes pois elimina a necessidade de acessar diversos sistemas para coletar evidências. A correlação de eventos entre firewalls e servidores de aplicação também ocorre de forma mais rápida.

O armazenamento centralizado facilita automatizar o ciclo de vida dos dados. Regras configuradas no sistema movem logs antigos para um arquivo morto de forma automática e garantem o cumprimento da política de retenção sem intervenção manual.

Implementando uma política de retenção com um Storage NAS

O storage NAS oferece la flexibilidade necessária para suportar a retenção de logs. Esses equipamentos permitem criar volumes específicos para dados quentes e frios como SSDs para os primeiros 90 dias e HDDs para o arquivamento de longo prazo.

A integração é simples. Sistemas SIEM podem enviar logs antigos para um compartilhamento de rede no NAS. Isso libera o armazenamento principal do SIEM para os dados recentes e preserva o desempenho da ferramenta. A capacidade de expansão permite adicionar novos discos conforme a necessidade aumenta.

O storage NAS oferece recursos como snapshots para proteção contra ransomware e alta disponibilidade. Essas funções garantem que os logs fiquem protegidos contra falhas de hardware e ataques cibernéticos.

Automatizando o ciclo de vida dos dados no sistema

A automação gerencia o ciclo de vida dos logs sem sobrecarregar a equipe de TI. Ferramentas de armazenamento e scripts personalizados movem os dados entre as camadas de forma automática. Esse processo garante consistência e reduz erros humanos.

Um script diário pode identificar logs com mais de 90 dias no armazenamento quente e movê-los para a pasta de arquivamento frio. A rotina libera espaço no sistema de análise ativa e assegura o cumprimento das regras de retenção.

Sistemas de storage modernos como os equipamentos da QNAP oferecem recursos nativos de tiering automático. Eles movem os blocos de dados entre SSDs e HDDs com base na frequência de acesso para otimizar o desempenho sem intervenção manual.

Garantindo a integridade e o acesso aos logs antigos

Armazenar logs por anos perde o sentido se eles não estiverem íntegros ou acessíveis quando necessário. Os registros arquivados não podem sofrer alterações. Tecnologias como o armazenamento WORM (write once, read many) ou snapshots imutáveis protegem os dados contra adulterações acidentais ou maliciosas.

Apenas pessoal autorizado deve ter permissão para consultar os logs arquivados. As permissões exigem gerenciamento rigoroso e auditorias periódicas para verificar acessos. O storage NAS possui sistemas eficientes para controle de usuários e grupos.

Os logs devem ser salvos em formatos legíveis e indexados para facilitar as buscas. Metadados claros e pastas organizadas ajudam a localizar eventos rapidamente mesmo em arquivos com bilhões de registros. Sem organização a busca por dados específicos consome tempo excessivo.

Equilibrando custo e segurança na infraestrutura

Definir o tempo de retenção de eventos de segurança exige analisar riscos e custos. O processo de decisão envolve as equipes de segurança, TI, jurídica e de negócios. O objetivo é encontrar o equilíbrio para proteger a organização sem gerar custos insustentáveis.

Adotar o armazenamento em camadas com automação do ciclo de vida dos dados é o caminho mais eficiente. Essa estratégia permite cumprir exigências de conformidade e manter a capacidade de investigação sem estourar o orçamento.

Um sistema de armazenamento centralizado e escalável é indispensável nesse cenário. Para empresas que gerenciam grandes volumes de logs com segurança o storage NAS oferece a base ideal para estruturar a política de retenção.

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Celso Ricardo Andrade

Celso Ricardo Andrade

Especialista em storages
"Sou especialista em storages e ajudo a projetar ambientes de armazenamento centralizados, seguros e de fácil gestão. Atuo como arquiteto de soluções, implemento NAS, DAS e redes SAN, além de ser redator senior que entrega soluções práticas para o armazenamento de dados, sempre com um conteúdo claro e aplicável para resultados reais."

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