Por que o Cohesity exige alta capacidade de armazenamento

Por que o Cohesity exige alta capacidade de armazenamento

Índice:

Gerenciar dados secundários como backups, arquivos e ambientes de teste frequentemente fragmenta a infraestrutura.

Muitas empresas utilizam sistemas distintos para cada finalidade, o que eleva a complexidade administrativa e os riscos de segurança.

A plataforma Cohesity unifica esses dados em um único ponto para simplificar a gestão e melhorar a proteção contra ameaças.

No entanto, essa abordagem centralizada exige alta capacidade de armazenamento.

Compreender a arquitetura do sistema ajuda a planejar os recursos corretamente.

O planejamento adequado evita surpresas com custos ou falta de espaço, o que poderia comprometer a recuperação de desastres.

Por que o Cohesity exige alta capacidade de armazenamento?

O Cohesity exige muito espaço porque sua arquitetura consolida diferentes tipos de dados, como backups, arquivos, objetos e ambientes de desenvolvimento.

O sistema também retém versões históricas por meio de snapshots e clones para garantir recuperações rápidas e proteger as informações contra falhas.

Na prática, a plataforma opera sobre o SpanFS, um sistema de arquivos distribuído.

Ele agrupa o espaço de todos os nós do cluster em um pool único.

Assim, ao adicionar um novo servidor, a capacidade total cresce junto com o poder de processamento.

Essa estrutura unificada sustenta os recursos que consomem espaço.

O ambiente precisa de espaço para os dados primários e também para o histórico de versões, cópias imutáveis e clones.

A demanda por armazenamento cresce conforme as políticas de retenção e a frequência de alteração dos dados.

Como o SpanFS impacta o armazenamento?

O SpanFS é o sistema de arquivos distribuído que sustenta a plataforma Cohesity.

Ele foi projetado para escalar horizontalmente, permitindo adicionar nós ao cluster para aumentar a capacidade e o desempenho.

Cada nó contribui com processamento e armazenamento para um pool global.

A arquitetura elimina silos de dados

Em vez de gerenciar volumes separados, os administradores utilizam um espaço unificado, o que simplifica a alocação de recursos.

Contudo, o planejamento de capacidade deve considerar o crescimento do cluster inteiro.

A falha em um único nó não compromete a disponibilidade dos dados, pois o SpanFS distribui as informações com redundância entre os servidores.

Essa resiliência consome parte do espaço bruto, fator que deve entrar no cálculo da capacidade necessária.

A deduplicação global e a compressão

O Cohesity utiliza deduplicação global e compressão para otimizar o espaço.

A deduplicação elimina blocos repetidos em todo o cluster, e não apenas em um único backup.

Assim, o sistema armazena apenas uma cópia de cada bloco.

Essa abordagem funciona bem em ambientes com diversos sistemas operacionais ou backups completos recorrentes.

Arquivos de sistema do Windows ou Linux que aparecem em centenas de máquinas virtuais, por exemplo, são gravados uma única vez.

A compressão reduz ainda mais o tamanho dos blocos antes da gravação nos discos.

A eficácia dessas técnicas varia conforme o tipo de dado.

Arquivos comprimidos como vídeos e dados criptografados apresentam baixas taxas de redução.

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Portanto, o planejamento não deve presumir uma taxa de economia fixa para todos os cenários.

O papel dos snapshots e clones

Os snapshots consomem grande parte da capacidade no Cohesity.

Essas cópias pontuais de leitura servem para recuperar arquivos ou restaurar sistemas inteiros.

No início, o snapshot ocupa pouco espaço porque apenas aponta para os blocos originais.

Conforme os dados originais mudam, os blocos antigos são preservados para manter a integridade da cópia.

Com o tempo, acumular snapshots com longas políticas de retenção eleva o consumo de armazenamento.

Cada alteração gera novos metadados e novos blocos.

Os clones são cópias graváveis dos snapshots usadas para criar ambientes de teste.

Eles também utilizam ponteiros, mas novas gravações no clone consomem espaço adicional.

Criar muitos clones para equipes de desenvolvimento pode esgotar a capacidade sem uma gestão atenta.

Consolidar backups e arquivos em um só lugar

O Cohesity atua simultaneamente como sistema de backup e servidor de arquivos NAS.

Isso elimina infraestruturas separadas, simplifica a administração e reduz custos.

Os usuários acessam os compartilhamentos de rede diretamente na plataforma.

Essa consolidação exige que o armazenamento suporte duas cargas de trabalho distintas.

Os backups envolvem grandes volumes de escrita sequencial, enquanto o acesso a arquivos gera leituras e escritas aleatórias.

O espaço total deve suportar o volume de dados de ambas as aplicações.

Ambos os cenários utilizam snapshots para proteção e versionamento.

O espaço necessário deve prever os dados ativos e as versões históricas de arquivos e backups, conforme as políticas de retenção.

A importância das cópias imutáveis

A proteção contra ransomware é prioridade para as empresas.

O Cohesity enfrenta essa ameaça com cópias imutáveis via DataLock.

O recurso cria snapshots que ninguém pode alterar ou excluir durante o período definido, nem mesmo administradores.

Essa imutabilidade serve como defesa.

Se um ransomware criptografar os dados de produção, as cópias imutáveis garantem um ponto de recuperação seguro.

A proteção ocorre em nível de software, travando os dados contra modificações.

Essa segurança gera um consumo fixo de armazenamento.

Os dados bloqueados ocupam espaço até o fim da retenção, sem exceção.

Políticas de imutabilidade longas impactam o planejamento, pois o espaço não pode ser liberado antes do prazo.

Como planejar a capacidade para o Cohesity?

Planejar a capacidade do Cohesity exige mais do que somar o tamanho dos dados atuais.

É necessário considerar o crescimento futuro e as particularidades da plataforma.

O primeiro passo consiste em analisar a taxa de crescimento diária dos dados para projetar o volume nos próximos anos.

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Depois, defina as políticas de retenção.

Determine por quanto tempo os backups devem ser guardados.

A frequência dos snapshots impacta o consumo de espaço.

Reter backups diários por um ano consome muito mais espaço do que manter apenas retenções mensais.

Avalie também o perfil dos dados.

Aplicações com dados repetitivos geram excelente taxa de economia, enquanto bancos de dados ou mídias comprimidas exigem mais espaço bruto.

Ferramentas de análise ajudam a estimar a eficiência da deduplicação antes da implementação.

A infraestrutura física necessária

O Cohesity roda em um cluster de nós de hardware, que podem ser appliances próprios ou servidores certificados.

Cada nó contém processador, memória e discos SSD ou HDD.

A escolha desses nós determina o desempenho e a capacidade do ambiente.

A arquitetura permite expandir o sistema adicionando novos nós.

Isso garante crescimento linear, pois cada servidor adiciona processamento e armazenamento ao cluster.

O processo ocorre sem interromper os serviços.

Essa abordagem exige investimento inicial maior do que um storage tradicional, onde se adicionam apenas gavetas de discos.

O planejamento deve prever espaço no rack, energia e refrigeração para acomodar o crescimento do cluster.

Os riscos em subestimar o espaço

Subestimar o espaço necessário gera riscos operacionais.

Quando o cluster se aproxima do limite, o desempenho cai.

Processos internos como a limpeza de dados e a deduplicação ficam lentos, o que atrasa backups e restaurações.

A falta de espaço pode impedir novos backups.

Isso deixa a empresa exposta, sem cópias recentes para recuperação em caso de falhas.

Novos snapshots e clones também são bloqueados, paralisando os testes.

O maior risco é a falha na recuperação de dados.

Sem espaço para reidratar os dados durante a restauração, a operação falha.

Assim, um planejamento inadequado transforma o investimento em segurança em um ponto de falha.

Otimizar o armazenamento com a estratégia certa

A alta demanda por espaço no Cohesity decorre de sua arquitetura de consolidação.

A plataforma unifica backups, arquivos e objetos, mantendo o histórico de versões para garantir recuperações rápidas.

O sucesso depende de um planejamento cuidadoso.

A estratégia deve considerar la taxa de crescimento, as políticas de retenção e o perfil das informações para dimensionar a infraestrutura.

Monitore o consumo e a taxa de economia para ajustar o planejamento conforme o ambiente evolui.

Compreender o impacto de cada recurso ajuda a extrair valor da plataforma sem comprometer a segurança ou o desempenho.

Dominar essa complexidade permite construir um ambiente resiliente e eficiente.

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Celso Ricardo Andrade

Celso Ricardo Andrade

Especialista em storages
"Sou especialista em storages e ajudo a projetar ambientes de armazenamento centralizados, seguros e de fácil gestão. Atuo como arquiteto de soluções, implemento NAS, DAS e redes SAN, além de ser redator sênior que entrega soluções práticas para o armazenamento de dados, sempre com um conteúdo claro e aplicável para resultados reais."

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