Índice:
- Por que redundância não substitui cópias de segurança?
- O que é redundância em um sistema?
- Como a tolerância a falhas funciona na prática?
- Onde a redundância não protege seus dados?
- A função das cópias de segurança
- Como implementar uma estratégia de backup
- O risco da falsa sensação de segurança
- Como unir redundância e backup para proteger seus dados
Muitos usuários montam um storage com dois discos espelhados e acreditam na proteção total dos seus arquivos.
Essa confiança vem da ideia de que se um disco falhar o outro assume e os dados continuam intactos.
No entanto essa percepção é incompleta e perigosa.
Um ataque por ransomware ou uma simples exclusão acidental afeta ambos os discos simultaneamente.
Nesses casos a redundância não recupera qualquer informação.
Ela apenas replica o problema para a unidade espelhada.
Assim a diferença entre alta disponibilidade e recuperação após desastres fica evidente.
Entender essa distinção é o primeiro passo para proteger seus dados contra perdas permanentes.
Por que redundância não substitui cópias de segurança?
A redundância em um sistema de armazenamento como o RAID assegura a continuidade operacional durante a falha de um disco rígido.
Ela cria cópias espelhadas ou usa paridade para o sistema continue funcionando sem interrupções.
Já a cópia de segurança é um registro histórico dos dados salvo em um local separado para recuperação após um incidente.
A redundância não protege contra erros humanos ou ataques por malware pois essas falhas são replicadas instantaneamente para todas as cópias.
Apenas o backup restaura uma versão anterior e íntegra dos dados.
O que é redundância em um sistema?
A redundância é a duplicação de componentes em uma infraestrutura para aumentar a confiabilidade.
Em servidores e storages isso ocorre com o uso de arranjos RAID e fontes de alimentação duplicadas.
O principal objetivo dessa abordagem é evitar o tempo de inatividade.
Se uma fonte de energia queima a segunda assume automaticamente sem interromper o serviço.
No contexto do armazenamento o RAID é o exemplo mais comum.
Um arranjo RAID 1 espelha o conteúdo de um disco em outro.
Outras configurações como o RAID 5 ou RAID 6 distribuem dados e informações de paridade entre vários discos.
Isso permite que o sistema reconstrua as informações caso um ou mais discos falhem.
Essa tecnologia é excelente para manter a alta disponibilidade mas seu escopo cobre apenas falhas físicas.
Como a tolerância a falhas funciona na prática?
Imagine um servidor de arquivos com um arranjo RAID 1 que usa dois discos de 4 TB.
Na prática o sistema operacional enxerga apenas um volume com 4 TB de capacidade.
Cada arquivo escrito nesse volume é gravado simultaneamente em ambos os discos.
Se um dos HDDs apresentar uma falha mecânica o sistema operacional continua a operar normalmente com o disco restante.
Nenhum dado é perdido e os usuários nem percebem o problema.
O administrador do sistema recebe um alerta sobre a falha.
Ele então substitui o disco defeituoso por um novo sem precisar desligar o equipamento.
Após a substituição o sistema inicia um processo de reconstrução.
Ele copia todos os dados do disco bom para o novo e restaura a redundância do arranjo.
Todo esse processo garante que o serviço permaneça online durante uma falha de hardware.
Onde a redundância não protege seus dados?
A proteção oferecida pela redundância termina onde começam as falhas lógicas e os erros humanos.
Se um usuário apaga uma pasta importante o sistema RAID executa o comando de exclusão em todos os discos do arranjo.
O mesmo acontece com um ataque por ransomware.
Quando o malware criptografa um arquivo a versão criptografada é imediatamente espelhada para o disco redundante e torna ambos inacessíveis.
Além disso a redundância não oferece proteção contra desastres físicos que afetem todo o equipamento.
Um incêndio ou o roubo do servidor resultam na perda total dos dados pois os discos originais e suas cópias estão no mesmo local.
Problemas como picos de energia que danifiquem a controladora ou corrupção no sistema de arquivos também afetam o arranjo inteiro.
A função das cópias de segurança
Aqui entra o papel do backup.
Uma cópia de segurança é uma versão dos dados salva em um dispositivo ou local diferente em um momento específico.
Diferente da redundância que é síncrona o backup cria um registro histórico.
Se os arquivos originais forem corrompidos ou deletados você pode restaurar uma versão anterior a partir da sua cópia.
A estratégia de backup mais conhecida é a regra três dois um.
Ela recomenda manter três cópias dos dados em dois tipos de mídia diferentes com uma cópia salva fora do local principal.
Você pode ter seus dados ativos em um NAS uma primeira cópia em um HD externo e uma segunda cópia na nuvem.
Essa abordagem diversifica os riscos e aumenta a chance de recuperação.
Como implementar uma estratégia de backup
Montar uma rotina de backup é simples com as ferramentas disponíveis em um storage NAS moderno.
A maioria desses equipamentos inclui softwares que automatizam todo o processo.
Você pode agendar backups diários ou semanais para um disco USB outro servidor na rede ou um serviço de armazenamento em nuvem como o Amazon S3 ou o Backblaze B2.
Outro recurso útil são os snapshots ou instantâneos.
Um snapshot registra o estado do sistema de arquivos em um ponto no tempo sem consumir espaço adicional.
Se um arquivo for deletado ou um ransomware atacar você pode reverter o volume para o estado anterior em poucos segundos.
Embora os snapshots funcionem como uma primeira linha de defesa eles ainda residem no mesmo equipamento e não substituem a cópia de segurança externa.
O risco da falsa sensação de segurança
Confiar apenas na redundância para proteger dados é um erro que custa caro.
A perda de informações sobre clientes ou registros financeiros pode paralisar uma empresa.
Para usuários domésticos a perda de fotos e documentos pessoais também gera grandes transtornos.
O problema é que a falha só aparece quando já é tarde para agir.
Muitas empresas descobrem essa vulnerabilidade após um incidente de segurança ou uma falha no sistema.
O custo para tentar recuperar dados sem um backup adequado é alto e raramente tem sucesso.
O investimento em uma estratégia de armazenamento centralizado com rotinas de backup automatizadas é menor que o prejuízo gerado pela perda de dados.
Como unir redundância e backup para proteger seus dados
A redundância e o backup não são tecnologias concorrentes mas complementares.
Cada uma resolve um tipo diferente de problema.
A redundância com RAID garante a alta disponibilidade e mantém o negócio funcionando durante uma falha de hardware.
Já as cópias de segurança garantem a recuperação dos dados contra ameaças como erros humanos e ataques de malware.
Para garantir que seus arquivos estejam seguros o ideal é combinar as duas abordagens.
Um storage NAS configurado com RAID protege contra falhas de disco enquanto uma rotina de backup automatizada protege contra os outros problemas.
Se você precisa de ajuda para planejar e implementar essa estratégia conte com a equipe do Storage NAS.
Nós ajudamos a montar uma estrutura de armazenamento centralizado que garante a segurança e a disponibilidade para o seu negócio.
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