Quais erros são comuns em redes iSCSI

Quais erros são comuns em redes iSCSI

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Muitas empresas adotam redes iSCSI para conectar servidores a storages. Essa tecnologia aproveita a infraestrutura Ethernet para o trânsito de dados em bloco e simplifica a arquitetura de rede. Contudo a instabilidade e a lentidão surgem com frequência em diversos cenários.

Esses problemas raramente nascem da complexidade tecnológica. Eles surgem de erros básicos na configuração inicial. Falhas simples na topologia da rede ou nos ajustes dos equipamentos comprometem o desempenho do armazenamento.

Entender as falhas mais comuns é o primeiro passo para construir uma infraestrutura confiável e veloz. A correção desses pontos garante o acesso rápido e estável aos dados.

Quais erros são comuns em redes iSCSI?

Os erros mais comuns em redes iSCSI envolvem o compartilhamento da infraestrutura com o tráfego de dados geral. A falta de alta disponibilidade via MPIO e os ajustes incorretos em switches e servidores também prejudicam o sistema. Essas falhas geram latência alta, quedas de conexão e perda de dados.

A tecnologia iSCSI transporta comandos SCSI por redes TCP IP e permite que o servidor acesse o storage como um disco local. Isso simplifica o acesso ao armazenamento em bloco sem exigir uma rede Fibre Channel que custa mais caro e tem maior complexidade.

Contudo o bom funcionamento depende de configuração cuidadosa. Apenas conectar cabos e habilitar o serviço raramente resulta em um sistema estável. Cada componente do servidor ao storage precisa estar alinhado para evitar gargalos.

A importância da rede dedicada para iSCSI

Um erro frequente é misturar o tráfego iSCSI com o tráfego regular da rede de escritório. Essa prática gera disputa por largura de banda entre o armazenamento, mensagens eletrônicas, navegação e outros serviços. Com isso a latência do storage fica imprevisível e o desempenho cai drasticamente.

A disputa por recursos também afeta a estabilidade. Picos de tráfego na rede geral podem causar perdas de pacotes iSCSI gerando novas tentativas de envio e até a desconexão dos volumes. Esse cenário é perigoso para máquinas virtuais e bancos de dados.

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A melhor abordagem exige isolar o tráfego. Uma rede física separada com switches e cabos exclusivos para o armazenamento resolve o problema. Outra opção é criar uma VLAN específica para segmentar a comunicação de forma lógica.

O impacto dos switches sem gerenciamento

Muitos administradores usam switches domésticos ou não gerenciáveis para redes iSCSI para reduzir custos. Contudo essa economia gera problemas futuros. Esses equipamentos carecem de recursos como o controle de fluxo necessário para evitar a perda de pacotes no congestionamento.

Switches de baixo custo também costumam ter buffers de memória pequenos. Em picos de tráfego os buffers enchem rapidamente e o switch descarta pacotes. Cada descarte exige uma nova transmissão de dados elevando a latência e reduzindo a taxa de transferência.

A solução exige switches gerenciáveis com buffers amplos e suporte a QoS e VLANs. Esses recursos garantem prioridade ao tráfego de armazenamento sem interrupções mantendo o desempenho constante.

A ausência do MPIO e a falta de redundância

Configurar apenas um caminho entre o servidor e o storage é um descuido perigoso. Qualquer falha no cabo ou na porta do switch interrompe o acesso aos dados. Na operação diária essa indisponibilidade causa prejuízos severos.

A tecnologia Multipath I/O resolve essa vulnerabilidade. Com ela você configura diversos caminhos físicos entre o iniciador e o alvo. O sistema operacional gerencia essas rotas e se uma delas falhar o tráfego segue automaticamente pela outra.

O recurso também melhora o desempenho. Sob a política Round Robin o sistema distribui as requisições de entrada e saída entre os caminhos disponíveis. Isso equilibra a carga e aumenta a taxa de transferência em sistemas com diversas operações simultâneas.

A configuração incorreta do Jumbo Frames

O recurso Jumbo Frames aumenta o tamanho máximo do pacote de 1500 para 9000 bytes. Isso reduz o overhead do protocolo TCP IP pois exige menos cabeçalhos para transmitir a mesma quantidade de dados. Essa mudança melhora a eficiência e poupa processamento da CPU.

A configuração exige consistência em toda a cadeia. O servidor, as portas do switch e o storage devem adotar o mesmo valor de MTU. Se houver um único dispositivo com valor diferente a rede precisará fragmentar os pacotes degradando o desempenho.

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Ativar o Jumbo Frames sem testes completos causa conexões intermitentes e lentidão. Recomendamos validar a configuração de ponta a ponta antes de iniciar a operação do sistema.

Falhas na autenticação e na segurança

Ignorar a segurança é uma falha grave na implementação iSCSI. Sem autenticação qualquer servidor na rede pode descobrir e acessar os volumes. Isso gera brechas para acessos não autorizados e vazamento de dados.

O protocolo CHAP oferece um mecanismo simples para validar o iniciador e o alvo. O storage desafia o servidor com uma chave secreta antes de liberar a conexão. Somente servidores autorizados montam os volumes.

Também convém usar o mascaramento de LUN para restringir o acesso a iniciadores específicos. Mesmo conectado à rede o servidor só enxerga os volumes atribuídos a ele.

O risco do mapeamento incorreto de LUNs

O mapeamento de LUNs define quais servidores acessam cada volume no storage. Mapear o mesmo LUN para vários servidores em modo de leitura e escrita sem um sistema de arquivos em cluster é um erro crítico. Essa ação quase sempre corrompe os dados.

Sistemas de arquivos tradicionais como NTFS ou EXT4 não suportam acessos simultâneos de vários servidores. Cada máquina age como dona exclusiva do volume gravando metadados sem coordenação. A disputa pelo controle do sistema de arquivos destrói a estrutura de diretórios.

A regra exige um LUN por servidor exceto em clusters com sistemas de arquivos específicos como VMFS ou CSV. Nesses casos o próprio sistema gerencia o acesso concorrente e evita falhas.

Como estabilizar sua infraestrutura iSCSI

A estrutura da rede iSCSI depende de planejamento e atenção aos detalhes. Corrigir falhas comuns transforma um sistema instável em um armazenamento veloz e seguro. A maioria das correções exige apenas ajustes simples.

Comece com uma auditoria na topologia de rede. Verifique se o tráfego iSCSI está isolado por switches dedicados ou VLAN. Avalie os switches e confirme se eles suportam o tráfego de armazenamento. Implemente também o MPIO com pelo menos duas conexões por servidor.

Sistemas como os storages da QNAP oferecem interfaces intuitivas para configurar alvos iSCSI e segurança mas o sucesso depende da infraestrutura externa. Se você busca implementar ou otimizar sua estrutura conte com a consultoria e os materiais práticos do Storage NAS para facilitar a gestão dos seus dados.

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Celso Ricardo Andrade

Celso Ricardo Andrade

Especialista em storages
"Sou especialista em storages e ajudo a projetar ambientes de armazenamento centralizados, seguros e de fácil gestão. Atuo como arquiteto de soluções, implemento NAS, DAS e redes SAN, além de ser redator senior que entrega soluções práticas para o armazenamento de dados, sempre com um conteúdo claro e aplicável para resultados reais."

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