Snapshot: Adicione mais proteção ao seu backup

Snapshot: Saiba mais sobre essa tecnologia que faz um retrato do estado do sistema, conheça os storages compatíveis e adicione mais proteção ao seu backup.

O que é um snapshot?

Ssnapshot é uma fotografia instantânea do estado dos seus dados em um volume ou LUN em um determinado momento. Diferente de um backup completo, ele não duplica todos os dados. Em vez disso, ele registra a localização dos blocos de dados existentes e, a partir daquele ponto, salva apenas as alterações, em um processo geralmente conhecido como Copy-on-Write (CoW). A criação é quase imediata e consome pouquíssimo espaço no início. Na prática, quando um arquivo é modificado após a captura do snapshot, o sistema primeiro copia o bloco de dados original para uma área reservada antes de salvar a nova versão. Por isso, o snapshot "lembra" como o volume foi gravado. Esse mecanismo permite que múltiplos pontos de recuperação sejam mantidos com um uso de espaço muito mais eficiente que múltiplas cópias completas. Essa tecnologia é ideal para proteger contra falhas lógicas, como corrupção de arquivos, ataques de ransomware ou erros humanos. Se algo der errado, você pode reverter todo o volume para o estado exato de quando o snapshot foi tirado, frequentemente em poucos minutos, sem a co...

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Snapshot, backup ou clone: qual a diferença?

Muitos profissionais frequentemente confundem esses três conceitos, mas suas finalidades e funcionamentos são bastante distintos. Um snapshot é uma cópia dependente, um registro de ponto no tempo que precisa dos dados originais para ser funcional. Se o volume principal for corrompido ou perdido, o snapshot geralmente se torna inútil. Sua grande vantagem é a velocidade de criação e reversão. Um backup, por outro lado, é uma cópia completa e independente dos dados. Ele pode ser armazenado em um dispositivo diferente, em outra localidade ou na nuvem, o que o torna a ferramenta principal para Disaster Recovery. A restauração de um backup é mais lenta, pois envolve a transferência de um grande volume de dados, mas protege contra falhas físicas do hardware principal. Já um clone é uma duplicata exata e independente de um volume, utilizável imediatamente. Diferente do backup, que pode estar em um formato comprimido ou proprietário, um clone é uma cópia bit a bit que pode, por exemplo, ser usada para migrar um sistema operacional para um novo disco ou para criar um ambiente de teste...

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Como o snapshot afeta o desempenho das aplicações?

Uma preocupação comum é o impacto dos snapshots no desempenho do armazenamento. A criação de um snapshot raramente afeta o desempenho das aplicações no momento do clique, pois é uma operação de metadados que leva apenas alguns segundos. O verdadeiro impacto ocorre após sua criação, especificamente nas operações de escrita, devido ao mecanismo Copy-on-Write (CoW). Cada vez que um bloco de dados é alterado no volume original, o sistema precisa executar três passos em vez de um: ler o bloco original, escrevê-lo na área de snapshot e, finalmente, escrever a nova informação no local original. Essa sobrecarga, conhecida como "penalidade de escrita", aumenta a latência de I/O. Embora em soluções all flash esse impacto seja mínimo para a maioria das cargas de trabalho, ambientes com escrita intensiva, como bancos de dados podem sentir uma leve degradação. Além disso, manter uma longa cadeia de snapshots também pode degradar o desempenho de leitura. Para reconstruir o estado atual de um arquivo, o sistema pode precisar consultar múltiplos snapshots para encontrar todos os blocos corr...

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Entendendo o consumo de espaço (Copy-on-Write)

Inicialmente, um snapshot consome pouquíssimo espaço, pois ele é apenas um conjunto de ponteiros para os dados existentes. Seu tamanho começa a crescer à medida que os dados no volume original são modificados. O mecanismo Copy-on-Write garante que, sempre que um bloco de dados está prestes a ser alterado, sua versão original é copiada para uma área de armazenamento reservada para o snapshot. O volume de crescimento depende diretamente da taxa de alteração dos dados, também conhecida como "churn rate". Em um volume com muitos arquivos estáticos e poucas modificações, um snapshot pode permanecer pequeno por muito tempo. Por outro lado, em um sistema de arquivos dinâmico, com bancos de dados ou máquinas virtuais ativas, o espaço consumido pelo snapshot pode crescer rapidamente. É fundamental monitorar o espaço utilizado pelos snapshots para evitar que o armazenamento se esgote. Muitos storage corporativos oferecem ferramentas que mostram exatamente quanto espaço cada snapshot consome e permitem configurar alertas ou políticas automáticas para excluir os mais antigos, garantindo...

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Crash-consistent vs. Application-consistent: qual usar?

Nem todo snapshot é criado da mesma forma, e a diferença afeta diretamente a integridade dos seus aplicativos. Um snapshot do tipo crash-consistent captura os dados no disco exatamente como estariam se o servidor perdesse energia subitamente. Para arquivos simples, isso geralmente funciona bem. No entanto, para aplicações complexas como bancos de dados ou servidores de e-mail, essa abordagem é arriscada. Aplicações transacionais frequentemente mantêm dados importantes em memória RAM que ainda não foram escritos no disco. Um snapshot crash-consistent não captura esses dados em trânsito, e ao restaurar, o aplicativo pode não iniciar ou apresentar corrupção de dados. A recuperação exigiria, na melhor das hipóteses, a execução de logs de transação para validar a integridade da base. Por outro lado, um snapshot application-consistent é a abordagem mais segura. Ele se comunica com a aplicação antes da captura para garantir que todas as transações pendentes sejam concluídas e que os buffers de memória sejam descarregados para o disco. Esse processo garante que os dados estejam em u...

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O que significa "quiesce" em um snapshot?

O termo "quiesce" (ou "quiescing") descreve o processo de levar um aplicativo a um estado de pausa temporária, ideal para a captura de um snapshot consistente. Para que um snapshot seja do tipo application-consistent, o sistema precisa "silenciar" ou pausar as operações de escrita da aplicação por um breve momento. Isso garante que não haja transações incompletas ou dados em trânsito na memória. Em ambientes Windows, esse processo é geralmente orquestrado pelo Volume Shadow Copy Service (VSS). O VSS notifica os aplicativos compatíveis (como SQL Server, Exchange, Active Directory) para que eles preparem seus dados para o snapshot. Os aplicativos então descarregam a memória para o disco e pausam novas escritas. O snapshot é tirado nesse instante e, em seguida, o VSS libera os aplicativos para retomarem suas operações normais. Em distribuições Linux, um resultado semelhante pode ser alcançado com scripts personalizados que pausam os serviços, sincronizam os buffers do sistema de arquivos com o comando `sync` e, em seguida, criam o snapshot. O processo todo dura apenas alguns se...

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Gerenciando a retenção e o ciclo de vida dos snapshots

Manter uma cadeia longa de snapshots por meses ou anos é uma receita para problemas de desempenho e consumo de espaço. Cada snapshot adiciona uma camada de complexidade ao sistema de arquivos. Por isso, estabelecer uma política de retenção clara é tão importante quanto criar os snapshots. Uma política eficaz equilibra a necessidade de pontos de recuperação granulares com os recursos disponíveis. Uma abordagem comum é a estratégia GFS (Grandfather-Father-Son), adaptada para snapshots. Por exemplo, você pode configurar o servidor para manter snapshots horários das últimas 24 horas (filhos), snapshots diários da última semana (pais) e snapshots semanais do último mês (avôs). O software automaticamente exclui os snapshots mais antigos que saem dessa janela, liberando espaço e mantendo a performance. Sistemas de armazenamento em disco corporativos simplificam bastante esse gerenciamento. Suas interfaces permitem agendar a criação e a exclusão automática de snapshots com base em regras personalizadas. Isso garante que você sempre tenha pontos de recuperação recentes e relevantes s...

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Como montar e reverter um snapshot na prática?

Quando um desastre lógico acontece, como a exclusão de uma pasta importante, você tem duas opções principais para recuperar os dados a partir de um snapshot. A primeira, e menos invasiva, é montar o snapshot. Essa ação cria uma cópia somente leitura do volume, como se fosse um disco separado, permitindo que você navegue pelas pastas e arquivos exatamente como estavam no momento da captura. Montar um snapshot é ideal para recuperação granular. Você pode simplesmente copiar o arquivo ou a pasta que precisa de volta para o volume de produção, sem afetar o restante dos dados. É um método seguro e preciso. Após a recuperação, basta desmontar o snapshot. Muitos softwares também integram essa funcionalidade diretamente no explorador de arquivos do Windows, com a aba "Versões Anteriores". A segunda opção, reverter, é muito mais drástica. Reverter um snapshot descarta todas as alterações feitas no volume desde que o snapshot foi criado, fazendo com que o volume inteiro retorne àquele estado anterior. Essa ação é extremamente rápida, mas também destrutiva, pois apaga permanentemente q...

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Snapshots podem ser usados para Disaster Recovery?

Embora sejam excelentes para recuperação operacional rápida, um snapshot sozinho não constitui um plano de Disaster Recovery (DR). A principal razão é que, por padrão, os snapshots residem no mesmo dispositivo de armazenamento que os dados originais. Se o seu storage sofrer uma falha física, como a perda de múltiplos discos, um incêndio ou um roubo, tanto os dados de produção quanto todos os seus snapshots serão perdidos juntos. Para uma estratégia de DR verdadeira, você precisa de uma cópia dos seus dados em um local geograficamente separado. É aqui que a replicação de snapshots entra em cena. Tecnologias modernas de armazenamento permitem replicar snapshots de forma automática e programada para um segundo equipamento, que pode estar em outra sala, outro prédio ou até mesmo na nuvem. Essa abordagem híbrida combina o melhor dos dois mundos. Você mantém snapshots locais para recuperação quase instantânea de falhas lógicas e usa os snapshots replicados como parte do seu plano de DR para se proteger contra desastres que afetem todo o seu site principal. Assim, a replicação elev...

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Quais as principais limitações dessa tecnologia?

Apesar dos seus enormes benefícios, é fundamental conhecer as limitações do snapshot para evitar uma falsa sensação de segurança. A primeira e mais importante é que um snapshot não é um backup. Ele depende dos dados originais e não protege contra falhas físicas. Usá-lo como única forma de proteção de dados é um risco inaceitável para qualquer negócio sério. Outra limitação é o impacto no desempenho, especialmente em ambientes de escrita intensiva e com longas cadeias de snapshots. Cada snapshot adiciona uma pequena sobrecarga, e o acúmulo pode se tornar perceptível. Além disso, o crescimento do espaço consumido precisa ser gerenciado ativamente para não comprometer a capacidade total. Por fim, a reversão de um snapshot é uma ação que apaga dados. Qualquer trabalho realizado entre a criação do snapshot e o momento da reversão será permanentemente perdido. Por isso, a decisão de reverter um volume deve ser tomada com cuidado, garantindo que a perda de dados recentes seja um dano menor que o problema que se está tentando corrigir.

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Onde armazenar snapshots: local ou na nuvem?

Tradicionalmente, snapshots residem no mesmo storage local que os dados de produção. Essa proximidade é o que garante a velocidade quase instantânea na criação e na reversão, tornando-os perfeitos para a recuperação operacional do dia a dia. Para a maioria dos casos de uso, como reverter uma atualização de software ou recuperar um arquivo deletado, o armazenamento local é a escolha ideal. No entanto, para aumentar a resiliência dos dados, as estratégias modernas combinam o armazenamento local com destinos remotos. Muitos servidores NAS permitem replicar snapshots para um segundo equipamento em outra localidade. Isso cria uma cópia offsite que protege contra desastres locais, funcionando como um pilar para um plano de Disaster Recovery. Além disso, a integração com a nuvem se tornou uma opção cada vez mais viável. É possível replicar snapshots para serviços de armazenamento em nuvem, como Amazon S3 ou Backblaze B2. Essa abordagem oferece a vantagem da separação geográfica sem a necessidade de gerenciar um segundo datacenter. Diante desses pontos, um network storage surge como...

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