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Qual o melhor software de backup para servidores?

Qual o melhor software de backup para servidores?

Índice:

Muitas empresas subestimam o risco real de uma falha em seus servidores. Uma parada inesperada, seja por um defeito de hardware ou um ataque cibernético, frequentemente paralisa todas as operações e pode custar muito caro.

A perda de dados críticos, como bancos de dados e arquivos de projetos, também gera prejuízos financeiros e abala a confiança dos clientes. A recuperação manual, quando possível, é quase sempre lenta e incompleta, o que dificulta bastante a retomada das atividades.

Assim, a escolha correta de uma ferramenta para cópias de segurança define a continuidade dos negócios. Uma boa solução automatiza a proteção, acelera a restauração e garante que a infraestrutura de TI se recupere rapidamente após qualquer desastre.

O que é um software de backup para servidores?

Software de backup para servidores é uma aplicação especializada que automatiza a cópia e a proteção dos dados contidos em servidores físicos ou virtuais. Diferente de uma simples cópia de arquivos, essa ferramenta interage com sistemas operacionais e aplicativos para criar cópias consistentes, que podem ser restauradas com segurança.

Seu funcionamento geralmente envolve um agente instalado no servidor de origem, que lê os dados e os envia para um destino seguro, como um servidor de armazenamento em rede ou um provedor de nuvem. O processo também inclui recursos avançados, como a compressão para economizar espaço e a criptografia para proteger as informações contra acessos não autorizados.

Algumas soluções ainda oferecem a capacidade de verificar a integridade das cópias, o que garante que os arquivos estejam prontos para uma recuperação bem-sucedida. Desse modo, a ferramenta se torna um pilar fundamental para qualquer plano de recuperação de desastres.

Como a ferramenta de cópia funciona na prática?

Na prática, o software de backup opera a partir de um console central de gerenciamento, onde o administrador define as políticas de proteção. Essas regras determinam quais servidores, volumes ou máquinas virtuais serão copiados, a frequência das cópias e o local de armazenamento. Muitas ferramentas também usam tecnologias como o Volume Shadow Copy Service (VSS) da Microsoft para garantir a consistência de aplicações ativas, como bancos de dados SQL.

Após a configuração inicial, o processo é quase sempre automático. A aplicação executa as tarefas nos horários agendados, geralmente fora do expediente, para minimizar o impacto no desempenho da rede. Os relatórios gerados informam sobre o sucesso ou a falha de cada tarefa, o que simplifica o monitoramento de todo o ambiente.

Quando uma restauração é necessária, o administrador seleciona o ponto de recuperação desejado e o destino. A ferramenta então reverte os dados para o estado anterior. Alguns storages empresariais ainda permitem a recuperação granular, onde é possível restaurar um único arquivo, e-mail ou registro de banco de dados sem precisar recuperar o servidor inteiro.

Quais recursos são essenciais em uma solução?

Vários recursos distinguem uma solução de backup básica de uma ferramenta corporativa. A deduplicação global é um dos mais importantes, pois identifica e armazena apenas uma vez blocos de dados repetidos, o que economiza um volume significativo de espaço no destino. A compressão também ajuda a reduzir o tamanho final dos arquivos.

A criptografia de ponta a ponta é outro requisito fundamental. Ela protege os dados tanto em trânsito, durante a transferência pela rede, quanto em repouso, no local de armazenamento. Isso é essencial para evitar violações de privacidade e atender a diversas normas de compliance, como a LGPD.

Além disso, a capacidade de integração com diferentes ambientes é muito valiosa. Uma boa ferramenta deve suportar servidores físicos com Windows e Linux, bem como plataformas de virtualização como VMware vSphere e Microsoft Hyper-V. A centralização do gerenciamento para todos esses ambientes melhora bastante a eficiência da equipe de TI.

Backup local ou na nuvem: qual destino escolher?

A escolha entre um destino de backup local, como um storage e a nuvem envolve analisar alguns trade-offs importantes. O backup local geralmente oferece velocidades de recuperação muito mais altas, porque os dados não precisam trafegar pela internet. Essa característica é vital para restaurar rapidamente servidores críticos e minimizar o downtime.

Por outro lado, o armazenamento em nuvem adiciona uma camada de proteção geográfica. Se um desastre físico, como um incêndio ou inundação, atingir o datacenter principal, as cópias na nuvem permanecem seguras. No entanto, os custos com a nuvem podem se tornar imprevisíveis, especialmente com grandes volumes de dados ou recuperações frequentes.

Muitas empresas, por isso, adotam uma estratégia híbrida, que combina o melhor dos dois mundos. Elas mantêm cópias recentes em um NAS local para recuperações rápidas e arquivam cópias mais antigas na nuvem para segurança de longo prazo. Essa abordagem, alinhada à regra 3-2-1, é frequentemente a mais equilibrada.

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A compatibilidade ainda é um problema?

A compatibilidade pode sim, ser um grande problema se a ferramenta de backup não for escolhida com cuidado. Ambientes de TI modernos são quase sempre heterogêneos, com uma mistura de servidores Windows e Linux, além de múltiplos hypervisors como VMware e Hyper-V. Uma solução que não suporta todos essas aplicações obriga a equipe a gerenciar várias ferramentas diferentes, o que aumenta a complexidade e o risco de erros.

Uma boa aplicação de cópias de segurança deve oferecer agentes específicos para cada sistema operacional e integrações diretas com as APIs das plataformas de virtualização. Essa integração nativa permite, por exemplo, fazer o backup de máquinas virtuais sem a necessidade de instalar agentes dentro de cada uma delas, o que simplifica bastante a administração.

Vale ressaltar também a importância do suporte a aplicações específicas, como Microsoft SQL Server, Exchange ou Oracle. Ferramentas avançadas conseguem se comunicar com esses serviços para garantir que os backups sejam transacionalmente consistentes, um requisito para a recuperação confiável de bancos de dados.

Quais são os principais players do mercado?

O mercado de software de backup para servidores é bastante consolidado, com alguns players dominantes. A Veeam, por exemplo, é muito conhecida por sua forte integração com ambientes virtualizados, especialmente VMware. Sua solução é frequentemente elogiada pela simplicidade de uso e pela confiabilidade na recuperação de VMs.

A Acronis é outro nome de peso, com um foco grande em cibersegurança. Suas ferramentas geralmente integram proteção contra ransomware e outras ameaças diretamente no processo de backup, o que oferece uma camada adicional de defesa para os dados. A Nakivo e a Arcserve também são alternativas populares, cada uma com seus próprios pontos fortes em termos de custo-benefício e suporte a diferentes tipos de workloads.

A escolha entre esses e outros fabricantes depende muito das necessidades específicas de cada empresa. Fatores como o tamanho da infraestrutura, o orçamento disponível e os requisitos de desempenho para a recuperação de dados devem guiar a decisão. Em nossos testes, algumas soluções se mostram mais eficientes para ambientes pequenos, enquanto outras escalam melhor para grandes datacenters.

Como funciona o licenciamento dessas ferramentas?

O licenciamento é um dos aspectos mais complexos e, muitas vezes, caros na adoção de um software de backup. Existem vários tipos de contratação, por isso entender as diferenças é fundamental para evitar surpresas no orçamento. O contrato mais tradicional é o licenciamento perpétuo, onde a empresa paga uma vez pela licença do software e depois paga uma taxa anual de manutenção para ter acesso a atualizações e suporte.

Nos últimos anos, o formato de assinatura se tornou bastante popular. Nele, a empresa paga uma taxa recorrente, mensal ou anual, que já inclui o direito de uso, as atualizações e o suporte técnico. Embora o custo inicial seja menor, o valor total ao longo do tempo pode ser mais alto. Esse método no entanto, oferece maior flexibilidade para ajustar a quantidade de licenças conforme a necessidade.

As licenças também podem ser baseadas em diferentes métricas. Algumas são por soquete de processador nos hosts de virtualização, outras por número de máquinas virtuais ou por terabyte de dados protegidos. Cada sistema tem suas vantagens, por isso é importante simular os custos para o cenário específico da sua infraestrutura antes de fechar qualquer negócio.

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Quais riscos uma má escolha pode trazer?

Uma escolha inadequada de software de backup pode trazer riscos severos para a organização. O mais grave, sem dúvida, é a falha na recuperação dos dados. Se a ferramenta gera cópias corrompidas ou inconsistentes, a empresa pode descobrir, no pior momento possível, que seus backups são inúteis. Isso transforma um incidente controlável em um desastre completo.

Outro risco significativo está relacionado à segurança. Uma aplicação de cópias com vulnerabilidades pode se tornar uma porta de entrada para ataques. Hackers podem explorar falhas para acessar os dados de backup, sequestrá-los com ransomware ou simplesmente apagá-los, o que anula todo o propósito da proteção.

Além disso, a complexidade de gerenciamento de algumas ferramentas também é um problema. Uma solução de backup difícil de operar aumenta a chance de erros humanos na configuração das políticas de proteção, o que deixa servidores importantes desprotegidos. A falta de um suporte técnico ágil e eficiente por parte do fabricante agrava ainda mais esse cenário, pois dificulta a solução de problemas quando eles ocorrem.

Desempenho e confiabilidade na recuperação de dados

Dois indicadores-chave medem a eficácia de uma estratégia de backup: o RTO (Recovery Time Objective) e o RPO (Recovery Point Objective). O RTO define o tempo máximo que um serviço pode ficar indisponível após uma falha, enquanto o RPO estabelece a quantidade máxima de dados que a empresa tolera perder. O software de backup impacta diretamente ambos os indicadores.

Para um RTO baixo, a ferramenta precisa oferecer recursos de recuperação rápida, como a restauração instantânea de máquinas virtuais diretamente a partir do arquivo de backup. Essa tecnologia executa a VM no storage de backup enquanto os dados são movidos de volta para o ambiente de produção, o que reduz o downtime de horas para poucos minutos.

Já para atingir um RPO agressivo, a solução deve suportar backups frequentes, com baixo impacto no desempenho dos servidores. Tecnologias como o Change Block Tracking (CBT) são essenciais, pois permitem que o software copie apenas os blocos de dados alterados desde a última execução, o que acelera muito o processo e viabiliza cópias a cada poucos minutos.

Por que usar um network storage como destino principal?

Utilizar um network storage como destino principal para os backups de servidores oferece várias vantagens estratégicas. Primeiramente, a velocidade de transferência de dados em uma rede local é muito superior à de uma conexão com a internet. Isso acelera tanto a execução das rotinas de cópia quanto, mais importante, a restauração dos dados em caso de falha.

Um NAS corporativo também entrega recursos de segurança robustos para proteger os próprios arquivos de backup. A capacidade de criar snapshots imutáveis, por exemplo, cria pontos de recuperação que não podem ser alterados ou criptografados por ransomware. Essa funcionalidade é uma das defesas mais eficazes contra ataques que visam sabotar as cópias de segurança.

Além disso, um servidor de armazenamento centralizado simplifica o gerenciamento e escala com facilidade para acomodar o crescimento do volume de dados. Com um equipamento Qnap ou Synology, a empresa tem um repositório confiável, rápido e seguro, que se integra perfeitamente com os principais softwares do mercado. Nessas condições, um network attached storage é a resposta para construir uma estratégia de proteção de dados resiliente e eficiente.

Rafael Monteiro

Rafael Monteiro

Especialista em servidores
"Sou o Rafael, especialista em servidores com mais de quinze anos de experiência implementando servidores físicos para micro, pequenas e médias empresas. Produzo conteúdo direto sobre servidores bare-metal, rotinas de backup, snapshots, serviços de nuvem e proteção contra ransomware, com foco em aplicações, custo e desempenho da infraestrutura de TI. Meu trabalho é traduzir tecnologia para leigos. Estou aqui para simplificar seu dia a dia."

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