Storage 500TB: Saiba mais sobre fabricantes, modelos, redundância, disponibilidade e desempenho desses sistemas de armazenamento corporativos.
Storage com 500TB é um sistema de armazenamento de alta capacidade, geralmente um servidor NAS (Network Attached Storage), projetado para centralizar, compartilhar e proteger grandes volumes de dados através da rede. Ele funciona como um cofre digital, onde várias equipes podem acessar arquivos com segurança e agilidade. Esse equipamento não usa um único disco, mas sim um conjunto com dezenas de hard disks que trabalham em conjunto. Um sistema operacional especializado gerencia todos os discos, aplica camadas de proteção contra falhas e controla o acesso dos usuários. Essa estrutura também simplifica bastante a rotina de backup. Sistemas com essa capacidade são frequentemente aplicados em estúdios de pós-produção de vídeo, datacenters para virtualização, repositórios de imagens médicas e para o armazenamento de dados científicos. Em todos esses casos, o grande volume de arquivos exige uma solução robusta e confiável.
Os modelos do tipo desktop são mais compactos e silenciosos, ideais para pequenos escritórios ou grupos de trabalho. No entanto, esses equipamentos raramente alcançam capacidades tão elevadas, pois possuem poucas baias para discos. Para alguns cenários, eles simplesmente não funcionam. Já os gabinetes rackmount são projetados para instalação em racks de servidores dentro de datacenters. Eles oferecem uma densidade muito maior, suportam mais discos e permitem a conexão com unidades de expansão. Além disso, quase sempre incluem componentes como fontes de alimentação redundantes e sistemas de refrigeração mais eficientes. Para um projeto de armazenamento que se aproxima dos 500TB, um modelo rackmount é quase sempre a única escolha viável. Sua capacidade de expansão e seus recursos de nível empresarial garantem a escalabilidade e a confiabilidade que um volume de dados tão grande exige.
Com dezenas de discos em um único sistema, a falha de um componente é uma questão de "quando", não "se". Por isso, usar arranjos de disco (RAID) é obrigatório para proteger os dados contra a perda de um ou mais HDs. Essa tecnologia distribui as informações de forma inteligente entre as unidades. Para volumes tão grandes, arranjos como RAID 6 ou RAID 60 são os mais recomendados. Ambos suportam a falha simultânea de até dois discos sem qualquer perda de dados, uma margem de segurança essencial em um ambiente com muitos componentes. Em contrapartida, arranjos mais simples como o RAID 5 se tornam arriscados demais nessas condições. Fabricantes como a Synology e a Qnap também oferecem tecnologias próprias, como o SHR (Synology Hybrid RAID) e sistemas baseados em ZFS. Essas alternativas frequentemente entregam mais flexibilidade para misturar discos com capacidades diferentes e ainda oferecem mecanismos adicionais para detectar e corrigir a corrupção de arquivos silenciosa.
A redundância em um storage de alta capacidade vai muito além dos arranjos de disco. Ela consiste em duplicar componentes críticos do hardware para que o sistema continue funcionando mesmo que uma peça falhe. Isso evita a paralisação das operações por causa de um único defeito. Fontes de alimentação redundantes são um exemplo clássico. Se uma fonte queima, a outra assume a carga instantaneamente, sem interrupção. O mesmo vale para as portas de rede, que podem ser agrupadas (agregação de link) para aumentar a velocidade e garantir a conexão caso um cabo ou uma porta falhe. Para ambientes que não podem parar, a alta disponibilidade (HA) é a solução definitiva. Nela, dois storages idênticos são configurados em um cluster. Se o servidor principal falhar, o secundário assume todas as operações em segundos. Esse mecanismo garante a continuidade do negócio com um tempo de inatividade quase nulo.
Asustor, Qnap e Synology são três dos principais fabricantes no mercado de NAS, e todos possuem soluções capazes de atingir 500TB. Embora os produtos sejam semelhantes em conceito, existem algumas diferenças importantes na abordagem de cada marca que podem influenciar a sua decisão. A Qnap é frequentemente reconhecida por seu hardware potente e uma vasta gama de recursos, especialmente em conectividade. Muitos modelos oferecem portas 10GbE, 25GbE e até Thunderbolt, o que atrai bastante o mercado de edição de vídeo. Seus sistemas operacionais QuTS hero, baseados em ZFS, também são um diferencial para a integridade dos dados. A Synology, por outro lado, é amplamente elogiada por seu sistema operacional DSM, considerado por muitos o mais intuitivo e fácil de usar. Seu ecossistema de aplicativos é extremamente maduro e cobre desde backup até colaboração em escritório. A tecnologia SHR ainda simplifica bastante o gerenciamento e a expansão do armazenamento para usuários menos técnicos.
Um sistema com 500TB de capacidade bruta será quase sempre construído com hard disks (HDDs) tradicionais por uma questão de custo. No entanto, o desempenho de leitura e escrita de múltiplos usuários simultaneamente pode se tornar um gargalo. Felizmente, existem várias formas de acelerar o acesso. O uso de cache com SSDs é a técnica mais comum e eficiente. Nesse modelo, um ou mais SSDs são instalados no storage para armazenar temporariamente os dados mais acessados. Como resultado, as solicitações frequentes são atendidas com a velocidade do flash, o que melhora drasticamente a performance geral do sistema. Embora um storage all-flash de 500TB seja financeiramente inviável para a maioria das empresas, a combinação de HDDs para capacidade e SSDs para cache cria uma solução híbrida. Esse arranjo oferece um excelente equilíbrio entre custo, capacidade e desempenho, atendendo a uma vasta gama de aplicações corporativas.
Armazenar 500TB de dados só faz sentido se eles estiverem sempre disponíveis para quem precisa. A disponibilidade é, portanto, uma métrica tão importante quanto a própria capacidade. Um bom sistema de armazenamento precisa garantir acesso rápido e ininterrupto aos arquivos. Para isso, esses equipamentos suportam múltiplos protocolos de rede, como SMB/CIFS para ambientes Windows, NFS para sistemas Linux e VMware, e AFP para compatibilidade com macOS. Eles também oferecem ferramentas seguras para acesso remoto, que permitem a conexão de funcionários a partir de qualquer lugar. Vale ressaltar ainda a tecnologia de snapshots. Ela cria "fotografias" instantâneas do estado dos arquivos e pastas em um determinado momento. Se um arquivo for deletado por engano ou criptografado por um ransomware, é possível restaurar uma versão anterior em poucos segundos. Esse recurso é uma camada de proteção poderosa e ágil.
Implementar uma solução de armazenamento com 500TB envolve um investimento inicial considerável. O custo não se resume apenas ao chassi do servidor, mas também inclui dezenas de hard disks de nível empresarial, que são mais caros, porém muito mais confiáveis que os discos para uso doméstico. Além do hardware, é preciso considerar o Custo Total de Propriedade (TCO). Isso engloba os gastos contínuos com energia elétrica, a necessidade de um ambiente climatizado e a eventual substituição de discos que falharem ao longo do tempo. Um bom planejamento financeiro evita surpresas desagradáveis no futuro. Uma estratégia inteligente é adquirir um chassi que suporte unidades de expansão. Desse modo, a empresa pode começar com uma capacidade menor e adicionar novos módulos de discos conforme a demanda cresce. Essa abordagem modular torna o investimento mais gradual e adaptado à realidade do negócio.
Consolidar uma quantidade tão grande de informações em um único local transforma o storage em um alvo valioso. Por isso, as medidas de segurança precisam ser robustas e abranger diferentes frentes, desde a proteção contra falhas físicas até a defesa contra ameaças cibernéticas. Uma política de backup sólida, como a regra 3-2-1, é indispensável. Ela preconiza ter três cópias dos dados, em duas mídias diferentes, com pelo menos uma cópia guardada fora do local principal. O próprio NAS pode automatizar o envio de backups para outro servidor, para a nuvem ou para uma fita. Adicionalmente, a criptografia dos volumes protege as informações caso os discos sejam fisicamente roubados. O controle de acesso por usuário e grupo também é vital para garantir que cada pessoa acesse apenas os arquivos pertinentes à sua função. Essa organização não só melhora a segurança, mas também simplifica a conformidade com leis de proteção de dados.