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Vai comprar um storage EMC? Entenda o custo real de cada proposta.

Vai comprar um storage EMC? Entenda o custo real de cada proposta.

Índice:

Muitas equipes de TI analisam uma proposta da EMC e focam quase exclusivamente no valor inicial do hardware. Esse olhar inicial, no entanto, frequentemente mascara uma série de custos futuros que impactam o orçamento.

A estrutura comercial desses equipamentos geralmente separa o hardware das licenças de software e do suporte técnico. Com isso, funcionalidades essenciais para a operação diária podem se transformar em despesas adicionais e recorrentes.

Assim, avaliar o Custo Total de Propriedade (TCO) se torna uma tarefa indispensável antes de qualquer aquisição, pois evita surpresas financeiras e garante uma decisão mais alinhada com a realidade da empresa.

Qual o custo real de um storage EMC?

O custo real de um storage EMC ultrapassa bastante o preço do hardware, pois abrange licenças de software obrigatórias, renovações anuais de suporte, expansões caras e o risco de aprisionamento tecnológico (vendor lock-in), que inflaciona o TCO durante todo seu ciclo de vida. Muitas propostas detalham os componentes físicos, como controladoras, discos e gabinetes, mas deixam os custos de software em segundo plano. Essa abordagem dificulta a visualização do investimento completo.

Recursos avançados como deduplicação, replicação remota ou snapshots avançados quase sempre exigem licenciamentos específicos. Algumas vezes, essas licenças são baseadas na capacidade total do servidor. Portanto, ao expandir o armazenamento com mais discos, o custo do software também aumenta proporcionalmente, uma despesa que muitas equipes não preveem.

Além disso, o suporte técnico é outro componente crítico com um peso financeiro considerável. Geralmente incluído nos primeiros anos, sua renovação após o período inicial pode representar uma parcela significativa do valor original do equipamento, tornando a operação contínua ainda mais cara.

As famílias de produtos e seus mercados

A linha EMC Unity XT atende ao mercado mid-range com uma solução unificada para armazenamento em bloco e arquivo. Embora seja um equipamento versátil para diversas cargas de trabalho, seus módulos de expansão e licenças adicionais para recursos avançados elevam o custo total ao longo do tempo. Frequentemente, a necessidade de mais capacidade resulta em um investimento maior que o planejado.

Para workloads modernos, o PowerStore surge como uma plataforma all-flash baseada em NVMe, com foco em automação e consolidação. Seu modelo de scale-up e scale-out oferece flexibilidade, mas a atualização para nós mais potentes ou a adição de novos appliances representa um gasto substancial. Esse servidor de armazenamento é projetado para ambientes que exigem altíssimo desempenho, e seu preço reflete essa especialização.

Já o PowerScale, sucessor do Isilon, domina o segmento de NAS scale-out para arquivos não estruturados em grande volume. Sua arquitetura é ideal para setores como mídia e pesquisa, que lidam com petabytes de dados. No entanto, o custo para aquisição e manutenção o torna inviável para a maioria das empresas, que raramente necessitam de tal escala.

O legado e o ciclo da obsolescência

Servidores legados como SC Series (Compellent), XtremIO ou a popular família VNX ilustram um ciclo de produto bem definido. Esses equipamentos, embora muito confiáveis em seu tempo, eventualmente atingem o fim da vida útil (End of Life). Quando isso acontece, o fabricante encerra o suporte a software e a disponibilidade de peças, o que força uma migração para plataformas mais novas.

Esse processo de atualização é frequentemente complexo e caro. A migração de dados entre diferentes plataformas exige um planejamento cuidadoso, muitas horas de trabalho técnico e, claro, a compra de um novo storage. Para a empresa, isso representa um investimento recorrente e quase obrigatório a cada cinco ou sete anos.

Essa estratégia cria uma dependência contínua do cliente em relação ao ambiente de gerenciamento do fabricante. A falta de suporte para o hardware antigo elimina qualquer alternativa, exceto o investimento em uma nova geração de produtos, alimentando um ciclo de obsolescência programada que beneficia o fornecedor.

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Hardware: mais que apenas discos e gavetas

A arquitetura de um storage corporativo vai muito além dos discos. As controladoras redundantes, por exemplo, são fundamentais para a alta disponibilidade, mas seu custo está embutido no preço final. Cada componente é projetado para interoperabilidade máxima dentro do datacenter, o que também justifica seu valor elevado em comparação com peças de mercado.

Um ponto crítico é o uso de HDDs e SSDs com firmware proprietário. Não é possível simplesmente comprar um disco SAS ou NVMe de outro fornecedor e instalá-lo no equipamento. O equipamento rejeita unidades não homologadas, o que obriga a aquisição de discos da própria marca, vendidos a um preço muito superior ao de seus equivalentes de mercado.

Essa política afeta diretamente o custo de expansão. Adicionar uma nova gaveta de discos não envolve apenas o preço das unidades de armazenamento. É preciso comprar o chassi, as fontes e os discos específicos do fabricante, transformando um upgrade de capacidade em um projeto financeiramente relevante.

Licenças de software e o custo invisível

O licenciamento de software é talvez um dos aspectos mais complexos e onerosos na aquisição de um storage EMC. O sistema operacional base geralmente vem com funcionalidades essenciais, mas qualquer recurso que otimize a gestão, a proteção ou o desempenho dos dados quase sempre é vendido separadamente. Isso inclui ferramentas para replicação, tiering automático e até mesmo criptografia.

Muitas dessas licenças são atreladas à capacidade de armazenamento. Assim, quando a empresa cresce e precisa de mais terabytes, ela paga pelo hardware adicional e pela atualização das licenças de software. Esse custo escalonado pode surpreender gestores de TI que não o previram no planejamento orçamentário inicial.

Essa estratégia transforma o software em uma fonte de receita contínua para o fabricante. O cliente fica dependente de um fornecedor único e fechado, no qual a evolução do seu ambiente de dados implica em gastos recorrentes com licenças para manter a operação eficiente e segura.

Suporte e renovação: uma despesa recorrente

O contrato de suporte técnico é um elemento indispensável para qualquer ambiente corporativo que utilize um servidor de armazenamento EMC. A qualidade do serviço é geralmente alta, com acesso a especialistas e substituição rápida de peças. No entanto, essa tranquilidade tem um preço elevado, que se torna ainda mais evidente após o término do período de garantia inicial.

Nos primeiros três a cinco anos, o suporte costuma estar incluído no pacote de aquisição. O problema surge no momento da renovação. Os valores para estender o contrato podem chegar a 20% do preço original do equipamento por ano. Para muitas empresas, essa é uma despesa recorrente difícil de justificar no orçamento.

Operar uma estrutura dessas sem um contrato de suporte ativo é um risco imenso. Atualizações críticas de firmware, correções de segurança e o acesso a peças de reposição dependem desse serviço. Portanto, a renovação se torna praticamente compulsória, transformando o suporte em um custo fixo e significativo durante toda a vida útil da infraestrutura.

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O perigo do vendor lock-in

O aprisionamento tecnológico, ou vendor lock-in, ocorre quando uma empresa se torna tão dependente de um fornecedor que a troca para uma solução concorrente se torna impraticável ou excessivamente cara. Nos storages EMC, isso se manifesta através de tecnologias proprietárias, interfaces de gerenciamento exclusivas e processos de migração de dados complexos para outras plataformas.

Uma vez que os dados críticos da empresa estão armazenados e operando sobre essa infraestrutura, movê-los para um equipamento de outro fabricante exige um projeto de alta complexidade. Esse cenário dá ao fornecedor um poder de barganha muito grande nas negociações para renovação de suporte ou na venda de expansões.

Como resultado, a empresa perde flexibilidade para adotar novas tecnologias ou otimizar custos com outras soluções. A dificuldade de trocar de fornecedor força a aceitação de preços e condições que nem sempre são as mais vantajosas, apenas para garantir a continuidade das operações sem grandes rupturas.

A lacuna no mercado para pequenas e médias empresas

O portfólio de produtos da EMC é claramente voltado para grandes corporações, com demandas de alta performance e disponibilidade. Praticamente não existem soluções de entrada projetadas para atender às necessidades e ao orçamento de pequenas empresas (SMBs). Seus sistemas de armazenamento mais básicos já representam um investimento substancial, muitas vezes incompatível com a realidade desse segmento.

Além do custo financeiro, a complexidade de gerenciamento também é um obstáculo. A configuração e a manutenção de um storage Unity XT ou PowerStore exigem conhecimento técnico especializado, algo que muitas PMEs não possuem em suas equipes internas. Isso adiciona a necessidade de contratar consultoria externa, aumentando ainda mais o custo operacional.

Essa falta de produtos acessíveis cria uma grande lacuna no mercado. Muitas empresas precisam de um armazenamento centralizado, seguro e com recursos de proteção de dados, mas não encontram uma oferta viável dentro do mundo EMC, o que as leva a buscar outras alternativas.

Alternativas híbridas com melhor TCO existem?

Sim, existem diversas alternativas no mercado que oferecem um Custo Total de Propriedade (TCO) muito mais atraente, especialmente para cargas de trabalho que não exigem o desempenho extremo de um all-flash corporativo. Storages rackmount como os fabricados pela Infortrend por exemplo, entregam muitas funcionalidades essenciais por uma fração do preço.

Esses equipamentos suportam arranjos RAID para proteção contra falha de discos, snapshots para recuperação rápida de arquivos e até mesmo replicação de dados para um segundo local. Além disso, eles permitem o uso de discos rígidos e SSDs padrão de mercado, o que reduz drasticamente o custo para aquisição e expansão da capacidade de armazenamento.

O formato de licenciamento também é muito mais amigável. A maioria dos recursos avançados já vem incluída no sistema operacional, sem custos adicionais. Para muitas empresas, um storage híbrido bem configurado, com SSDs para cache e HDDs para capacidade, oferece um equilíbrio excelente entre desempenho e custo, resolvendo suas necessidades de forma eficiente e econômica.

Analisando a capacidade útil e a deduplicação

Um erro comum ao analisar uma proposta é confundir a capacidade bruta com a capacidade útil. A capacidade bruta é a soma total dos discos, mas o espaço realmente disponível para uso é sempre menor. A formação do arranjo RAID, o provisionamento para spares e o espaço reservado pelo volume de armazenamento consomem uma parte significativa do total.

A deduplicação e a compressão são tecnologias fantásticas para otimizar o espaço, mas suas taxas de eficiência variam enormemente com o tipo de dado. O marketing dos fabricantes frequentemente destaca taxas de redução de 5:1 ou mais, mas esses números são obtidos em cenários ideais, como ambientes de virtualização com muitas máquinas virtuais idênticas.

Para arquivos de mídia, dados criptografados ou bancos de dados já comprimidos, a taxa de redução pode ser mínima, próxima de 1:1. Portanto, é fundamental realizar uma análise do seu próprio ambiente de dados para estimar a economia real de espaço, em vez de confiar cegamente nas projeções otimistas do fornecedor.

Quando um storage EMC faz sentido?

Apesar dos altos custos, existem cenários onde um storage EMC é a escolha correta. Ambientes que executam aplicações de missão crítica, como grandes bancos de dados, transações comerciais online ou infraestruturas de virtualização massivas, se beneficiam da altíssima performance, da baixa latência e da robusta disponibilidade que esses equipamentos oferecem.

Grandes corporações com políticas de governança rígidas e tolerância zero a paradas não programadas encontram no suporte premium e na arquitetura redundante da EMC a segurança necessária para suas operações. Nessas situações, o custo elevado é justificado pelo risco que uma falha de armazenamento representaria para o negócio.

No entanto, para a grande maioria das empresas, cujas cargas de trabalho incluem servidores de arquivos, backups centralizados e aplicações departamentais, o investimento em uma plataforma tão complexa e cara é desproporcional. A análise criteriosa do custo-benefício quase sempre aponta para soluções mais simples e econômicas.

Avaliando a proposta além do preço inicial

Ao receber uma proposta para um storage EMC, é fundamental ir além do valor de aquisição. Solicite ao fornecedor uma projeção de custo para os próximos cinco anos, incluindo as renovações de suporte, o preço de gavetas de expansão e o custo de licenças de software adicionais que sua empresa pode precisar no futuro.

Compare esse TCO com o de outras soluções. Analise o que um storage de alto desempenho pode entregar. Muitas vezes, um equipamento mais simples atende a 90% dos requisitos técnicos por menos da metade do investimento total, liberando orçamento para outras áreas estratégicas da TI.

A decisão final deve equilibrar a necessidade técnica com a realidade financeira da empresa. Em muitos casos, um servidor de armazenamento dedicado e mais acessível, focado em entregar capacidade, segurança e facilidade de gerenciamento, é a resposta mais inteligente para o desafio de centralizar e proteger os dados corporativos.

Celso Ricardo Andrade

Celso Ricardo Andrade

Especialista em storages
"Sou especialista em storages e ajudo a projetar ambientes de armazenamento centralizados, seguros e de fácil gestão. Atuo como arquiteto de soluções, implemento NAS, DAS e redes SAN, além de ser redator senior que entrega soluções práticas para o armazenamento de dados, sempre com um conteúdo claro e aplicável para resultados reais."

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